Materiais gratuitos para quem cuida — para entender e ajudar crianças e adolescentes, típicos e neurodivergentes.
Você não precisa ter certeza para pedir ajuda. Não é papel da família investigar, reunir provas ou descobrir o que aconteceu. É papel da família proteger e buscar apoio — e a forma como os adultos reagem nos primeiros dias pesa muito no que vem depois.
Estes materiais foram escritos para esse momento. São gratuitos, podem ser impressos e distribuídos, e trazem também a escuta humanizada sob a ótica da Greenspan Floortime Approach®: antes de perguntar a uma criança o que aconteceu, é preciso saber se ela consegue, naquele momento, responder.
“Não fale com estranhos” é uma das frases que menos protege. Na maior parte dos casos de violência contra crianças, quem agride é alguém do convívio. Estas três cartilhas não ensinam medo — ensinam a criança a reconhecer situações, a escutar os sinais do próprio corpo e a contar.
Uma história do Tuca, o tatu-bola, para ler junto com um adulto.
Aprenda a ler os sinais — na rua, na escola, em casa e no jogo.
Autoproteção, ambientes lotados, fuga e gestão de crise.
Sete cartilhas com os canais de proteção e o marco legal brasileiro.
Para famílias de crianças e adolescentes vítimas de violência.
Para famílias em separação difícil ou disputa de guarda. Não toma partido.
Como reconhecer indícios de violência em crianças neurodivergentes.
Sexualidade e neurodivergência, da infância à adolescência.
Bullying, cyberbullying e inclusão de crianças e adolescentes neurodivergentes.
Sofrimento emocional em crianças e adolescentes — como perceber, como perguntar e o que fazer.
Inclusão e proteção na vida da igreja — para líderes, catequese e escola dominical.
As outras cartilhas são para quem cuida. Esta foi escrita para ele ler sozinho — e pode ser enviada direto, sem intermediário.
Sobre não estar bem, não achar as palavras, e conseguir pedir ajuda mesmo assim.
Seis oficinas prontas para conduzir — quatro por faixa etária e duas de formação de equipe. Cada uma traz roteiro de condução e slides — a cartilha do participante é a que já está aqui em cima. Comece pela formação da equipe: sem ela, oficina com aluno vira evento isolado.
Estes materiais oferecem orientação sobre cuidado e comunicação. Não são orientação jurídica e não substituem advogado. Se você não tem condições de pagar um advogado, a Defensoria Pública do seu estado presta assistência gratuita. Em caso de risco imediato a uma criança, ligue 190.

Sou fonoaudióloga e Representante Oficial da Greenspan Floortime Approach® no Brasil. Trabalho há anos com desenvolvimento infantil, autismo e orientação familiar.
Foi nesse caminho que uma coisa ficou evidente: criança que não consegue comunicar não consegue pedir ajuda. Comunicação funcional não é só objetivo terapêutico — é medida de proteção.
Daí nasceu o Na Rota do Afeto, braço social do Instituto Greenspan Floortime Brasil. Com ele já levei formação e material de proteção para a Nigéria, o Marajó e o Alto Amazonas. Em todos, a mesma falta: material de proteção não chega — ou chega numa língua que ninguém ali fala.
Por isso tudo aqui é gratuito, em três idiomas, e feito para circular.
Fundadora do Instituto Greenspan Floortime Brasil e do Interagindo — Espaço do Desenvolvimento, no Rio de Janeiro.